Não jogue lixo na área da futura oficina ortopédica

Não é de hoje que uma área pública de 5 mil m2 no jardim Carazza, na zona Norte de Araçatuba (SP), vem sendo utilizada para o descarte irregular de lixo. No local, que fica entre as ruas Maria Romano Toqueton, Daniel Ramos e Antônio Moretti, é lembrado por conter uma chaminé desativada, há detritos domésticos, entulho, retos de poda, materiais inservíveis etc. Como o terreno foi concedido em 2016 pela prefeitura à Associação de Amparo do Excepcional Ritinha Prates, para a instalação da uma oficina ortopédica, a entidade está fazendo uma campanha para solucionara questão, enquanto não começa a construção da unidade.

“A construção demanda um valor alto, que estamos pleiteando junto ao governo federal, a políticos, e também por meio de campanhas de arrecadação. Enquanto isso, começamos a cercar a área, e agora apelamos à comunidade para que não jogue lixo no local. O descarte irregular acaba sendo prejudicial para todos, já que a situação acaba propiciando a proliferação de insetos e de animais peçonhentos”, comenta a presidente da associação, Maria Aparecida Nascimento Xavier (Cida).

A Oficina ortopédica

Na oficina ortopédica do Centro Especializado em Reabilitação III (CER) Ritinha Prates – o equipamento é gerido pela associação, assim como o Hospital Neurológico Ritinha Prates –, serão produzidas próteses e órteses (dispositivos externos ao corpo, que dão sustentação a uma parte do corpo, aumentando a mobilidade do paciente). Atualmente, o CER conta com um pequeno espaço inaugurado no final de 2017, que ainda aguarda credenciamento pelo SIS (Sistema Único de Saúde) e que produz cerca de 20 próteses e órteses ao mês. Na oficina do Carazza, esse número será quadruplicado, atendendo os 42 municípios da área de abrangência do Departamento Regional de Saúde (DRS 2), com mais agilidade e  comodidade aos usuários.

Conforme levantamento da associação, cerca de 100 pacientes dos 42 municípios da área da DRS 2 (Departamento Regional de Saúde), aguardam por um equipamento, que pode custar até R$ 4 mil. A oficina irá produzir as órteses e próteses de acordo com a demanda de pacientes atendidos pelo CER na área física (200) – outros 150 são atendidos na área visual e mais 150, na área auditiva.

No último dia 06, a diretoria da Ritinha Prates entregou à deputada federal Carla Zambelli (PSL), que visitou a entidade, um projeto solicitando apoio, com a destinação de recursos (sem definição de valor) por meio de emenda parlamentar, para a construção da oficina ortopédica.

A Entidade

Sem fins lucrativos, a Associação de Amparo do Excepcional Ritinha Prates (AAERP) existe há 42 anos trabalha na área da saúde e inclusão social, por meio do Hospital Neurológico Ritinha Prates (HNRP), com a prestação de serviços especializados a pessoas com deficiências neurológicas profundas e irreversíveis. Atualmente, atende 60 usuários internos. A entidade também é a mantenedora do Centro Especializado em Reabilitação III – Ritinha Prates (CER III Ritinha Prates), que presta cerca de 500 atendimentos por mês.

Entre os valores da associação, que atende exclusivamente por meio do SUS (Sistema Único de Saúde), usuários de 42 municípios vinculados à DRS-2 (Direção Regional de Saúde), está o tratamento humanizado, além do respeito a conceitos éticos, morais, ambientais e filantrópicos.