Depressão será abordada na Semana de Prevenção a Acidentes de Trabalho

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2020, a depressão será a maior causa de afastamento do trabalho, no mundo; psiquiatra tratará o tema na associação Ritinha Prates

Levantamento do Anuário do Sistema Público de Emprego e Renda do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), elaborado com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, mostra que os casos de afastamento por doença no trabalho cresceram perto de 25%, entre os anos de 2005 e 2015. E a situação tende a se agravar ainda mais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que até 2020, a depressão será a maior causa de afastamento do trabalho, no mundo.

 

Pensando nisso, a Associação de Amparo ao Excepcional Ritinha Prates, de Araçatuba (SP), decidiu abordar o tema na sua Semana Interna de Prevenção a Acidentes de Trabalho (Sipat), que ocorre entre os dias 4 e 8 de junho. Há um diferencial das edições anteriores. Neste ano, o evento não será exclusivo para colaboradores da entidade. As palestras serão abertas, com inscrição para o público externo ao custo de R$ 20,00. Toda a renda será revertida à instituição. Além da palestra sobre depressão, a Sipat terá a palestra show de Fábio Lais, que irá falar sobre “A qualidade das pessoas na vida e no trabalho”.

Depressão

 

O palestrante convidado pela entidade para falar sobre depressão é o médico psiquiatra Alfredo Querino da Silva, de Birigui (SP). Com o tema “Depressão não é frescura. Uma informação pode salvar uma vida”, Querino pretende mostrar aos colaboradores e convidados a importância de falar sobre depressão, uma vez que ela é uma doença silenciosa. A técnica em Segurança do Trabalho da Ritinha Prates, Patrízia Torres, explica que a depressão é considerada como o mal do século, logo, a tratativa de um assunto como esse é bastante conveniente nos dias atuais. “Pretendemos trabalhar na esfera da conscientização, do esclarecimento, não só para o depressivo, para que cada pessoa entenda o que ocorre com ela própria, mas também a conscientização e esclarecimento do colega de trabalho, dos amigos, familiares”, comenta Patrízia.

 

Assim como ocorre em outras instituições, na Ritinha Prates, conforme a técnica em segurança, há casos de colaboradores afastados por depressão. “(A depressão) É mais comum do que imaginamos. Ela atinge pessoas de diferentes níveis hierárquicos, sociais e culturais. Surge em razão de uma perda, de um desafio não alcançado, do vazio existencial, da falta de Deus, da baixo estima etc. Todo mundo já esteve ou está deprimido. A forma como as pessoas lidam com tudo isso é que faz a diferença”, diz.

 

Patrízia afirma ainda que, de forma geral, a associação toma conhecimento do colaborador com depressão quando ele próprio informa o problema. “Na maioria das vezes, o colaborador já vem diagnosticado pelo profissional que procurou e o afastamento é parte do tratamento indicado pelo psiquiatra. Anuímos a decisão médica”.

 

Níveis da doença

 

Há muitos níveis de depressão, os quais possuem sintomas diferentes em cada etapa, mas, de fato, a mudança de comportamento é marcante. Do início insidioso, a depressão evolui continuamente para quadros que variam de intensidade e duração. Nos mais simples, a pessoa pode curar-se por conta própria em duas a quatro semanas. Passado esse período sem haver melhora, os especialistas recomendam atenção e tratamento, porque a depressão prolongada pode levar a suicídio e mortes por causas naturais. 

“Reconhecer a depressão é um desafio, porque na correria do dia-a-dia, deixamos de prestar atenção no outro que geralmente traz características claras de que algo está errado, por exemplo, tristeza contínua, perda de interesse por coisas que antes gostava, verbalização de pensamentos de auto destruição etc. Esperamos que a abordagem do doutor Querino traga muito auxílio aos que participarão e que possamos, com tamanho esclarecimento recebido, poder auxiliar também”, finaliza Patrízia.

Programação

 

Dia 4 de junho – segunda-feira

- 9h30 - Fábio Lais – tema “A qualidade das pessoas – na vida e no trabalho”

 

Dia 5 de junho – terça-feira

- 9h - Fábio Lais – tema “A qualidade das pessoas – na vida e no trabalho”

 

Dia 6 de junho – quarta-feira

- 10h30 – Alfredo Querino da Silva - tema “Depressão não é frescura. Uma informação pode salvar uma vida”

 

Dia 7 de junho – quinta-feira

- 10h30 – Alfredo Querino da Silva - tema “Depressão não é frescura.

 

Dia 8 de junho – sexta-feira

- 10h30 – Alfredo Querino da Silva - tema “Depressão não é frescura.

- das 9h às 17h – Dinâmicas em grupo (somente para o público interno da associação)

 

Serviço

 

Evento: Sipat 2018

Tema: “Uma informação pode salvar uma vida”

Local: Associação de Amparo ao Excepcional Ritinha Prates

Endereço: Rua Wandemkolk, 2.606, Jardim Rosele

Informações: (18) 3117-3627 – com Patrízia Torres