Rompendo barreiras - Artigo de Vanilda Maria Barboza

No próximo domingo, 11 de outubro, é celebrado o Dia da Pessoa com Deficiência Física. Segundo dados do Censo de 2010, o Brasil possuía naquela época mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que representava 23,92% da população. Deste total, mais de 13 milhões seriam deficientes físicos.

Para a ONU (Organização das Nações Unidas), é considerada pessoa com deficiência aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem ter obstruída sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas.

Na Associação de Amparo ao Excepcional Ritinha Prates, em Araçatuba, lidamos diariamente com pessoas com todos os tipos de deficiência, e você, caro leitor, se espantaria com a quantidade de ensinamentos que recebemos. São histórias de força, garra e superação, e acima de tudo, de inspiração. Não que sejam heróis, ou que tenham superpoderes, pelo contrário, são seres humanos comuns, que de alguma forma passaram ou passam por situações de extrema dor e sofrimento, mas que não desistem do nosso bem maior: a vida.

Há uma grande quantidade de pessoas com deficiência no mundo. Durante muito tempo a sociedade em geral fazia vistas grossas e olhava de forma depreciativa, e essa situação precisava mudar para que tivesse um maior entendimento de como chamá-las e até referi-los. Elas já foram referidas como incapacitadas, inválidas, deficientes disso, daquilo e hoje esses nomes já não são cabem mais no contexto.

O surgimento do termo e conceito de pessoas com deficiência está na recente Lei  N° 13.146, de 06 de julho de 2015, conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, que define a expressão “Pessoa com Deficiência” (PCD): “Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas”.

A aprovação do Estatuto da Pessoa com Deficiência foi uma grande conquista. Mas sabemos que nem sempre foi assim e que ainda há muito o que melhorar, em relação aos direitos dessas pessoas e aos deveres do Estado quanto a elas. Ao longo desses anos, muitas barreiras foram sendo rompidas, mas ainda existem enormes obstáculos para serem quebrados e metas a serem atingidas. E o nosso mais honesto desejo é que acima de tudo elas sejam respeitadas e amadas pelo que são no fundo do coração.

*Vanilda Maria Barboza é presidente da Associação de Amparo ao Excepcional Ritinha Prates, de Araçatuba (SP)