POR UMA CULTURA DE DOAÇÃO

A próxima terça-feira, dia 3, é o Dia de Doar, um grande movimento para promover a doação no Brasil. É uma mobilização que promove um país mais generoso e solidário, por meio da conexão de pessoas com causas. A campanha nacional teve início em 2014, dois anos depois da primeira edição nos Estados Unidos, onde tudo começou. Hoje, essa ação global conta com a participação oficial de 55 países.

O Dia de Doar ocorre sempre na primeira terça-feira depois do Dia de Ação de Graças, e vem na sequência de uma data comercial famosa, a Black Friday, com uma diferença marcante em relação ao consumo proposto pela antecessora, o fomento à cultura solidária. Ela trata de toda e qualquer doação, desde dinheiro, a produtos (roupas, alimentos, móveis usados, brinquedos etc.), serviços, notas fiscais sem CPF, e tempo, sim, tempo para trabalhos voluntários.

De acordo com o Movimento por uma Cultura de Doação,
hoje no Brasil existem cerca de 820 mil ONGs (organizações não governamentais) que agem em favor das mais diversas causas. São creches, asilos, APAEs, hospitais filantrópicos, abrigos de animais, espaços comunitários de atividades educacionais, culturais e esportivas para crianças e adolescentes. É extensa lista de entidades que atuam na assistência social, na educação, na saúde, na cultura, no desenvolvimento de comunidades, na defesa de direitos, no meio ambiente, na segurança pública, na ciência.

E assim, graças ao altruísmo, o Terceiro Setor ocupa espaços negligenciados pelo Estado buscando oferecer qualidade de vida e dignidade aos mais necessitados. Diferentemente do governo, que coleta impostos, e das empresas, que vendem produtos ou prestam serviços, ONGs são financiadas por meio das doações de quem acredita nelas.

A cada ano, no Brasil, são mais de 60 milhões de pessoas que doam de várias maneiras. A soma total chega a pelo menos R$ 14 bilhões doados a cada 12 meses para um setor que emprega mais de 3 milhões de pessoas e representa quase 2% do PIB (Produto Interno Bruto). Doação, portanto, gera impacto e desenvolvimento, e é um dos atos mais generosos e transformadores que existem. Doe!

*Marcelo Teixeira é jornalista, gestor de projetos socioambientais e assessor de comunicação da Associação de Amparo ao Excepcional Ritinha Prates